Entrevista Engavetada

Entrevista Engavetada

Depois de tudo feito, não gostaram da matéria.

– Não será publicada por ordem da redação. Que fique entre nós, não apreciaram suas respostas vagas, você tirando o corpo fora.

– Meu foco é promover o novo livro Profunda Identidade, por isso evitei comentar outros assuntos.

– Entenda, sem polêmica fica inviável.

Revisitei a entrevista, para ver se aprendo o jeito certo de responder perguntas.

P: Consultando seu curriculum verifiquei que você queria escrever, depois formou-se matemático, para só recentemente abraçar de vez a carreira de escritor. Por que escolheu matemática?

R: Na época estava inclinado pela Engenharia, tendendo para a Mecânica. Na hora de preencher a inscrição, cravei Matemática. Acredite, foi instinto puro, e só depois descobri que o impulso estava certo, meu negócio é abstração, na condição de mecânico, teria que pôr a mão na graxa.

P: Mas ainda segundo seu curriculum, depois se especializou em Engenharia da Qualidade, fez mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica. Teve uma recaída?

R: Nossa! Não tinha pensado nisso. Mas no caso, as decisões foram norteadas pela praticidade, construí minha titulação na própria PUCPR, onde já atuava como professor. Fiz tudo dentro da casa.

P: Mudando um pouco o assunto, qual sua opinião sobre o momento político que estamos vivendo?

R: Em geral não gosto muito de dar opinião, quando sinto necessidade de expressar uma ideia escrevo um artigo e procuro o jornal.

P: Então está no lugar certo, por que não opinar agora?

R: Não íamos falar do meu novo livro?

P: É que seus leitores certamente gostariam que você se posicionasse sobre os acontecimentos. Não considera importante expor seu ponto de vista?

R: Pode ser, mas não tenho disposição para abrir uma nova frente de embate no momento.

P: Poderia então citar três políticos brasileiros que você admira?

R: Uh… Dom Pedro II … Mário Covas … Falta um né? Ruy Barbosa! Fiquei revoltado com ele numa aula de história quando eu era menino, por conta de uns documentos que ele andou destruindo, mas depois de grande entendi as razões dele, mesmo não concordando.

P: Só citou político morto, por quê?

R: Os vivos têm admiradores suficiente…

P: E quanto a ser professor, professor no Brasil sofre muito, não sofre?

R: Professor sofre … Policial sofre … Vendedor sofre… Gari sofre … Árbitro de Futebol sofre… Enfim, todo trabalhador sofre num ambiente onde a labuta humana é pouco respeitada.

P: Para finalizar, não seria importante o governo baixar o preço dos livros para estimular a leitura?

R: Não.

P: Por que não?

R: Um ingresso para uma partida de futebol custa o dobro de um bom livro, e os estádios ficam cheios. No caso do livro, o problema não é o preço, é a falta de hábito de leitura, por vezes direcionada de forma obrigatória e indigesta para os jovens. Leitura deveria ser, pelo menos inicialmente, apenas um lazer prazeroso.

PS: Da próxima vez, se houver próxima vez, me aguardem!

Enquanto isso, vou me virando por conta própria para promover o lançamento do novo livro Profunda Identidade. Visualização disponível pelo link

https://clubedeautores.com.br/livro/profunda-identidade

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